sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Intervenções sonoras finalizam atividades do II Seminário Latino-americano Rádio e Educação

Palestras, mesas redondas, relatos de experiência, oficinas e grupos de trabalho. Estas foram as atividades do II Seminário Latino-americano Rádio e Educação que se encerra nesta quinta-feira (08/11). O I Festival Latino-americano de Rádios Educativo também encerrou hoje sua programação com três intervenções sonoras: “Zuada no Pé do Ouvido”, “Caos, terrorismo poético e outros crimes exemplares” e “Rádio e Saúde Mental”.

Marcia Ximenes, mestranda em comunicação pelo Programa de Pós-graduação  em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Ceará, foi convidada pela Catavento para dar a oficina de Noticiário e Entrevista voltados para Rádio, que aconteceu na terça e na quarta de 14h às 16h. Como estudante, ela coordenou uma das sessões do grupo de trabalho sobre Movimentos Sociais e apresentou um artigo.

Confira no vídeo a seguir, o depoimento de Márcia e de outros participantes e membros da organização do evento.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Intervenções audiovisuais marcam o encerramento do I Festival Latino-americano de Rádio Educativo

“O espaço político, público, não está pronto. A gente tem que criar esse espaço e aparecer politicamente.” Foram estas as palavras utilizadas por Márcio Beloc, membro do Instituto Cultural Nikosia e colaborador do coletivo de rádio Potência Mental, durante as intervenções realizadas no encerramento do I Festival Latino-americano de Rádio Educativo.

As apresentações aconteceram na tarde desta quinta-feira (08/11) no pátio do prédio da FEAAC e contaram com a participação do artista visual e coordenador da Zuada Rádio Livre, Marquinhos, e do professor da UERJ e articulador da Rádio Kaxinawá Mauro Sá Rego.

O coletivo Aparecidos Políticos deu início à atividade apresentando o manifesto do rádio livre. “Com quantas perguntas se faz um pensamento¿ Com quantas rádios livres se faz uma revolução¿” indaga, fazendo uso de um material audiovisual correlacionando temas como a anarquia à liberdade.

 “Caos: Terrorismos Poéticos e Outros Crimes Exemplares”, intervenção idealizada por Mauro Sá, uniu, em material sonoro, uma intensa decupagem de várias obras artísticas realizadas à base do radiodrama. “Usei palavras, sons, ruídos e músicas mixadas principalmente pela estética sonora”, disse o professor.
Imagens e vinhetas da Rádio Nikosia, de Barcelona, fizeram parte da apresentação de Márcio Beloc, do coletivo Potência Mental, que, após a apresentação, interagiu com o público debatendo a temática.
O evento contou, ainda, com a participação da professora do Instituto de Cultura e Arte da UFC, Deisimer Gorczevski, que articulou o encontro a partir da Pesquisa In(ter)venções Audio-Visuais das Juventudes em Fortaleza e Porto Alegre.

I Encontro dos Grupos de Trabalho apresenta propostas inovadoras no campo da Comunicação e Educação



É cada vez mais importante a inclusão do rádio e de outras mídias na construção de novas perspectivas da Educação, tanto na formação de estudantes e professores quanto nas relações entre as comunidades e as instituições educacionais. Foram apresentadas e discutidas propostas relacionadas a essas perspectivas durante o I Encontro de Grupo de Trabalhos (GT), organizado pelas professoras do Programa de Pós-graduação do curso de Comunicação Social da UFC, Márcia Vidal e Deisimer Gorczevski, neste último dia do Seminário Latino- americano  Rádio e Educação.

Professores e estudantes do Ceará apresentaram diversos trabalhos relacionados desde projetos de inclusão do rádio nas escolas a projetos experimentais de educomunicação. Em uma das apresentações, no GT coordenado por Márcia Ximenes, o professor Luis Celestino relatou experiências do grupo de estudos que coordena pela Universidade Federal do Ceará – Campus Cariri. Através do mapeamento de práticas de comunicação na região do Cariri, o grupo procura o reconhecimento do curso de comunicação no lugar, questionando problemáticas como a apropriação ilegal das rádios comunitárias por igrejas e grupos políticos.

No GT organizado pela professora Deisimer, foram apresentadas experiências inusitadas como a intervenção sonora da professora Concília de LaTorre com o seu grupo de pesquisa  e o jingle de homenagem aos 30 anos da Rádio Universitária da UFC, produzidos pelo estudante de Comunicação Marco Fukuda. “Foi um GT muitíssimo rico, aprendemos muito, ficamos com vontade de aprender mais, de nos encontrarmos novamente”, comentou Pedro Rogério, radialista e professor de música da UFC que esteve presente no encontro. “Não esgotou, pelo contrário, é um GT obra aberta, uma obra aberta para a gente continuar a refletir”, completa.

Criatividade e troca de ideias nas oficinas do Seminário


As oficinas oferecidas pelo Seminário foram finalizadas na tarde desta quinta-feira (08).  Os encontros, que vinham sendo realizados desde terça-feira, tiveram como objetivo a discussão e a prática de atividades radiofônicas.

A oficina de radiorevista, por exemplo, propôs a realização de um modelo de programa com a inserção de temas variados. Patrícia Montenegro, integrante da oficina, comenta a experiência do aprendizado: “há alguns participantes uruguaios e argentinos, então nós podemos trocar informações sobre a rádio em nossos países”. Para ela, a forma brasileira de fazer rádio é mais informal do que a de outros países latinos, que são pontuais em conteúdo.

Enquanto as produções ganhavam ritmo, a oficina de radiodrama, ministrada pela jornalista Amanda Nogueira, buscava ensinar aos participantes como criar uma interpretação teatral para o rádio com uma temática social, o chamado sociodrama.  Ainda no contexto do radiodrama, a oficina de radioconto realizava uma adaptação de contos literários para o rádio. A facilitadora Klycia Fontenele, afirmou que o objetivo da oficina, além de compartilhar experiências entre os integrantes, era divulgar esse modo de produção radiofônica, principalmente, para o Brasil que, segundo Klycia, trabalha muito pouco esse tipo de interpretação.

Os momentos de aprendizagem proporcionaram a discussão, pesquisa e produção de programas de rádio. Alunos, professores e demais participantes puderam, ainda, refletir sobre diversas temáticas abordadas durante os encontros. Todas as produções das oficinas estarão disponíveis, em breve, no blog da cobertura colaborativa.

Para aprender com o rádio, todo lugar é válido!



Quem tem acesso à cultura? Qual o papel da educação no processo de produção de comunicação? Este s foram alguns dos questionamentos feitos pela professora Mônica Fantin durante a Mesa Redonda “Rádio Educativo, Cultura Escolar e Participação” que aconteceu hoje (08) como parte da programação do II Seminário Latino-americano Rádio e Educação.

A relação entre rádio e escola como alternativa de aprendizagem foi uma das linhas de discussão abordadas pela professora. Como resultado do diálogo entre meio de comunicação e ambiente escolar, Mônica cita as experiências de autoria e expressões da comunidade escolar por meio da participação de um processo educativo para além da sala de aula.

Segundo Mônica Fantin, a realização de projetos que incluem o rádio como instrumento de educação permite ao estudante a possibilidade de produção criativa e colaborativa, aspectos fundamentais para a formação cidadã. De acordo com a professora, a importância de espaços de reflexão, como este Seminário, está no fato de ser uma oportunidade para socializar experiências e dar visibilidade às boas práticas, além de problematizar as possibilidades do rádio em projetos na escola ou fora dela.

A discussão contou com a participação de Alma Montoya, diretora da ONG ComunicArte, da Colômbia. De acordo com Alma, o conceito de rádio-escola deve estar relacionado com a produção de sons rotineiros, não só da escola, mas também da comunidade.

Uma experiência apresentada por Alma, e que foi recebida de modo positivo pela platéia, chama-se “Burrófano”. A atividade consiste na utilização do animal que nomeia o equipamento sonoro, ou seja, o burro, como veículo de mobilização comunitária. Jovens e adultos se apropriam das caixas de som para fazer suas reivindicações que, com a ajuda do animal, ganha um alcance maior.

A Mesa contou ainda com a contribuição da professora Kátia Patrocínio que fez uma retrospectiva da comunicação comunitária em Fortaleza que, desde a década de 1980, vem desenvolvendo atividades com base em uma perspectiva participativa. A professora citou uma formação em rádio educativo realizada pela ONG Arcos Cepoca e, nos anos seguintes, pelo Unicef. Kátia reforçou que a perspectiva do rádio educativo começou nas comunidades e, em seguida, ganhou espaço nas escolas “ é interessante que a partiicipação continue existindo para garantir a perspectiva educativa do rádio”, salienta.

[Radioweb] Entrevista com Ismar Capistrano

No estúdio de rádio montado no II Seminário Latino-Americano Rádio e Educação, todo mundo tem voz! Quem ocupou o espaço no segundo dia de evento foi a entrevista realizada, pela cobertura colaborativa, com o professor Ismar Capistrano, doutourando da UFMG que ministrou a palestra Radioweb e Educação.

[Radioweb] Ao vivo, a cores, ao som!

O Seminário conta, desde seu início, com duas rádios instaladas nos corredores da FEAAC. O uso delas vem se dando de forma criativa e democrática, transformando-as em espaços para as mais diversas formas de expressão e constituindo uma atração especial do evento. No primeiro dia, estudantes do primeiro semestre de comunicação social da UFC entrevistaram adolescentes que fazem o programa Juventude na Comunicação, na FM Horizonte, em Horizonte (CE). Confira abaixo!

Em debate, as intervenções da juventude


 “Haveria espaço para a relação entre os meios de comunicação e a atuação política das juventudes?”, questionou a professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Deisimer Gorczeviski, durante a apresentação da terceira palestra do Seminário. O momento, mediado pelo jornalista Danilo Patrício, aconteceu na manhã desta quinta-feira (8/11) e teve como tema Comunicação e Interação Juvenil.

Para responder as problemáticas colocadas, a professora buscou compartilhar as experiências do projeto que ela coordena, o In(ter)venções Audioviusais. A pesquisa acompanha processos de intervenções audiovisuais promovidos por jovens, seja em atividades desenvolvidas por ONGs ou em coletivos autônomos. O objetivo é analisar como eles experimentam o poder de intervir e inventar, bem como a incidência de tais intervenções nas políticas públicas, tanto em Fortaleza (CE), como em Porto Alegre (RS).

Segundo Deisimer, é muito delicado definir intervenção. Se a análise for feita pelo ângulo da política, explica, esse fenômeno social tem o seu papel principal em uma época muito crítica do Brasil, a ditadura militar, pois o momento foi marcado por uma intensa produção de ações intervencionistas por meio da arte.
Durante a palestra, exemplos apresentados pela professora, como os coletivos Levantes da Juventude, Mostra Audioviusual da Comunidade do Titanzinho (Fortaleza) e Aparecidos Políticos, mostraram como os jovens podem se apropriar das mais variadas linguagens para intervir na sociedade.

O coletivo Aparecidos Políticos, por exemplo, se apropria da arte para fazer manifestações pela conscientização dos casos ainda não solucionados de desaperecimentos de pessoas durante o período da ditadura militar. Marquinhos (como prefere ser chamado), um dos integrantes do movimento, explica que a escolha pela linguagem artística para se expressar deve-se a possibilidade de levar as suas manifestações a lugares que nenhum movimento social consegue chegar.

Marquinhos ainda acrescenta que falar de desaparecidos políticos não siginifica falar de entidades, mas das histórias dessas pessoas. Portanto, devido ao processo de pesquisa que os integrantes do coletivo fazem para conhecer melhor cada caso de desaparecimento, eles passam a se sentirem parte da vida dos desaparecidos e de suas famílias. “O que nós tratarmos dessas questões é a percepção de que alguma coisa está errada e que há possibilidade de mudança”, diz.

Sobre o Seminário, Deisimer considera que é uma excelente ocasião para fortalecer a relação entre universidade e cidade e provocar reflexões sobre as diversas intervenções que os jovens promovem em seus processos criativos: “um evento como esse é um momento de circular essas produções para que esses lugares da nossa cidade que ainda não são conhecidos possam ser, de alguma forma, visualizados e vistos nessas formas de interveções que eles provocam lá”.

“As crianças querem falar"


O terceiro e último relato de experiências do Seminário, um dos espaços da manhã desta quinta-feira, abordou a relação entre infância, adolescência e rádio na Amazônia Peruana. Oraldo Reátegui Segura, membro da ONG Fundación Instituto de Promoción Social Amazónica e diretor da rádio La Voz de La Selva, trouxe aos participantes a experiência de um programa de rádio produzido por crianças e adolescentes da região. “As crianças querem falar", ressaltou.

A Amazônia Peruana, mesmo sendo culturalmente rica, ainda enfrenta baixos índices de educação escolar. “Nesse contexto, desenvolvemos experiências que têm muito de intuição, de inspiração, e pouco de recursos”, contou Oraldo. Foi assim que surgiu a proposta de um programa feito por crianças e adolescentes. “As crianças não deveriam estar só escutando histórias, mas também contando histórias”, pensava.

Veio, então, a idéia de promover uma oficina sobre crianças e meios de comunicação. “Descobrimos que, entre os meios que as crianças consumiam, o rádio estava em último lugar. Ninguém escutava rádio”, lembra o diretor da La Voz de La Selva. Ao fim da oficina, no entanto, eles estavam certos de que era com rádio que queriam trabalhar.

O programa já tem um ano e meio e, atualmente, 10 crianças e adolescentes de 10 a 16 anos trabalham conduzindo e dirigindo o processo de produção em conjunto com a emissora. “Eles fazem entrevistas, falam pelo telefone, fazem campanhas sobre o bullying, por exemplo”, explica Oraldo. “Eles se transformaram em interlocutores, se consideravam verdadeiros jornalistas”, acrescenta.

Para Oraldo, o projeto tem colaborado na construção de uma nova relação entre adultos e crianças. “Pensávamos em uma sociedade adultocêntrica, em que as crianças são o futuro, o presente não, então não interessam”, pontua ele, observando que, em contraponto a isso, a audiência adulta hoje é uma realidade, pois “muitos adultos ligam, participam por telefone. E não é uma participação em que eles reclamam ou elogiam. Eles dão sua opinião e as crianças discutem essa opinião”.

O diretor da rádio La Voz de La Selva conclui seu relato constatando, ainda, que as crianças e os adolescentes têm se utilizado do programa em busca da garantia dos seus direitos. “Cada vez mais ele sentem que podem mais e melhor participar das políticas públicas, dos parlamentos juvenis, da educação e ir em busca dos seus direitos”. Quanto aos valores morais que a experiência proporciona, Oraldo aponta que “a solidariedade e a participação cidadã são o principal”.

[Na Mídia] Thaís Schwarzberg em entrevista na Rádio Universitária

A Rádio Universitária (FM 107,9)entrevistou, no Jornal da Educação desta quarta-feira (07/11), Thaís Schwarzberg, consultora da Organização dos Estados Íbero-Americanos para o programa Mais Educação do MEC. Thaís veio à Fortaleza para participar da mesa redonda "Comunicação e Políticas Públicas: Desafios Atuais", do II Seminário Latino-Americano Rádio e Educação, aonde debateu, com o uruguaio Gabriel Kaplun, da Universidad de la República, e Jamil Marques, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC. Confira a entrevista que foi ao ar!

Ondas da Infância no ar


A Liga Experimental de Comunicação, projeto de extensão do Curso de Comunicação Social da UFC, foi um dos grupos a apresentar-se no I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo na tarde desta quarta-feira (07/11). Sua intervenção no evento abordou os direitos humanos das crianças e dos adolescentes, apresentando o programa Ondas da Infância.

O Ondas da Infância é um programa de rádio educativo que visa a socialização e a difusão para a criança, assim como para sua família, dos seus direitos e deveres na
sociedade. Os representantes da iniciativa, Ranniery Melo e Luana Barros, relataram suas experiências na gravação dos primeiros programas e explicaram a importância das formas de abordagem que desenvolvem, como o uso de músicas infantis e a visão de um profissional acerca do assunto debatido, para relacionar-se com o público de todas as idades.

Outro ponto importante da atividade foi a relação entre o veículo e o público a ser alcançado pela ação. A partir disso, segundo os membros da iniciativa, é
que surgiu a ideia de utilizar, dentre outros meios, o rádio. Em muitas comunidades do interior a população não tem acesso à internet, e o rádio, com sua essência democrática, ainda é o principal meio de informação nessas áreas, e é essa população o projeto busca atingir.

Finalizando a atividade, os representantes da Liga Experimental de Comunicação enfatizaram o papel da extensão universitária como espaço de aprendizagem e difusão de
conhecimento para a sociedade.

Troca de conhecimento e experiências no I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo



Pesquisadores, monitores e membros de rádios-escola do Brasil, Argentina e Colômbia estiveram, na tarde desta quarta-feira (07/11), dialogando sobre formação em rádio educativo numa roda de conversa do I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo. Neste espaço de intercâmbio de experiências, os presentes puderam conhecer a realidade e os desafios da produção de rádio com fins pedagógicos de cada país.

O Festival foi iniciado com Luana Barros e Ranniery Melo, membros da Liga Experimental de Comunicação, projeto de extensão do Curso de Comunicação Social da UFC, que apresentaram as produções radiofônicas desenvolvidas por eles. O programa de rádio que é produzido por ambos chama-se Ondas da Infância e é voltado para promoção dos direitos da criança e do adolescente.

A professora Luisa Daniela Marelli, de Córdoba (Argentina), desenvolve o projeto Pide la Palabra na escola em que leciona. O programa, que é veiculado nos recreios da manhã e da tarde, trabalha a discussão de temáticas transversais sob a ótica de realidade dos estudantes. Ela explica que o Pide la Palabra é desenvolvido por alunos que não eram aceitos em outras escolas. O emprego da rádio como ferramenta educativa, portanto, foi a estratégia para quebrar esse estereótipo e criar novos ambientes. “A comunicação não é alheia, nós fazemos parte da comunicação”, ressalta a educadora.

Ao longo de todo o festival, as falas permearam em torno do direito à educação e à inclusão por meio da comunicação. Com unanimidade, os relatos de todos os presentes na mesa definiram o estudante como o centro e real protagonista e público dos projetos. Afinal, “o direito a comunicação também é extensivo às crianças e adolescentes e é uma prática de cidadania, incluindo o estudante enquanto ser de opinião, no cenário de exercício de direitos” observa Daniela.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O desafio de construir sonhos


O modo democrático como o rádio atua na sociedade foi refletido diretamente no público presente no II Seminário Latino-Americano de Rádio e Educação. O interesse sobre o assunto era perceptível entre as crianças e adolescentes que participaram das oficinas durante a tarde desta quarta-feira (07/11).

Através do Mais Educação, programa de política pública do Ministério da Educação (MEC), as estudantes Sarah Cristina e Kaylana Prudêncio despertaram seus interesses por rádio. “É um veículo interessante e legal, onde podemos aprender várias coisas e a trabalhar em grupo”, explica Sarah. As estudantes ressaltaram a importância do envolvimento da escola nesse processo e de sua participão em projetos como Cidadão do Futuro: “a gente só começou a gostar depois que passamos a conviver diretamente com o meio, editando e criando programas”.

O envolvimento com projetos como a rádio-escola desde cedo incentiva o pensamento crítico, algo bem destacado pelos alunos, que declararam uma forte preferência por programas noticiosos ou sobre atualidades gerais. “A rádio é composta por muitas pessoas por trás da produção, mas quando eu crescer vou ser locutora”, finalizam as estudantes.

Intercâmbio de materiais com o grupo ComunicArte


Ao longo do Seminário, a ONG ComunicArte está realizando uma apresentação de materiais produzidos com base nos projetos de rádio desenvolvidos pela instituição. Estão expostos livros, cartilhas e DVD’s que trazem o relato das experiências desenvolvidas nas ações sociais, protagonizadas pelos integrantes da ONG e pela população participante da produção dos programas radiofônicos.

O Grupo ComunicArte desenvolve diversas iniciativas, colocando o rádio como instrumento de mobilização e conscientização. Dentre elas, pode-se citar o projeto “Voces y Sonidos”, que trabalha com a população em situação de vulnerabilidade social na região dos Montes de María, na Colômbia. A partir do conteúdo dos programas, realizados com e pela comunidade, foram produzidos DVD’s com os resultados da ação que podem ser adquiridos na mesa de exposição.

Alma Montoya, diretora do ComunicArte, ressalta a importância de espaços como este dentro do evento. Segundo ela, essa iniciativa de mostrar o que vem sendo produzido em termos de rádio educativo, é uma oportunidade de socialização, pois permite a troca de idéias e a construção de novos caminhos para o rádio como instrumento de transformação.

Educação integral em debate


A inserção das radios-escola na educação integral foi o tema da discussão realizada na segunda mesa redonda do Seminário, na manhã desta quarta (07/11). Os convidados para a mesa, Marilac Souza, Carlos Brandão e Judith Gerbaldo, discutiram as propostas e projetos para a utilização do rádio como instrumento de educação dentro e fora da sala de aula. A mediação do espaço ficou por conta de Luana Amorim, jornalista da ONG brasileira Catavento Comunicação e Educação.

Judith Gerbaldo, mestre em Comunicação e Cultura pela Universidad Nacional de Córdoba, apresentou o projeto “Todas Las Voces, Todos” que, articulado junto ao governo argentino, constituiu-se na primeira politica pública desenvolvida pelo país dentro dos marcos da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, promulgada em outubro de 2009. O trabalho é articulado com pesquisas, visitas e acompanhamento aos diversos territórios, como Chaco, Tucumanm e San Martin.

O principal objetivo do programa é a capacitação de crianças e jovens para desenvolver produções radiofônicas.  Segundo Judith, as rádios-escola contribuem para fortalecer as comunidades a partir da comunicação popular, do empoderamento, da participação e do protagonismo infantil. “Nós temos que ter uma voz pública e ter acesso ao cenário público, onde nossa voz possa ter presença e incidência”, explica.

A participação da professora e coordenadora pedagógica da ONG Catavento Comunicação e Educação, Marilac Souza, suscitou reflexões sobre os espaços limitados das salas de aula e a inserção das rádios na educação integral. De acordo com a professora, as salas de aula limitam o desenvolvimento dos alunos para outras atividades. “O radio é um instrumento que a gente não consegue engaiolar. Sempre que uma experiência é engaiolada, ela morre” destaca ela, sobre a importância de as rádios-escola serem aliadas do processo de educação integral. 

Carlos Rodrigues Brandão, professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Campinas (Unicamp), finalizou a ponderações da mesa.  A discussão gerada a partir de suas colocações baseou-se no Movimento de Educação de Base (MEB) e Cultura popular. Para o professor, a educação integral não deve ser uma extensão das aulas nem um prolongamento da “hora do recreio”. 

[WebTV] Ismar Capistrano fala sobre as potencialidades da web para educação e comunicação

A segunda palestra do Seminário teve como tema Radioweb e Educação. Ministrada por Ismar Capistrano, doutourando da Universidade Federal de Minas Gerais, abordaram-se inúmeras questões sobre as potencialidades que o advento da internet oferece para as práticas de rádio educativo, sejam elas dentro da escola, na comunidade ou na rádio livre.

Veja a notícia

Confira mais no vídeo!

Rádioweb e Educação são tema da segunda palestra



Rádios comunitárias e educativas, as potencialidades de sua convergência para web. Esta foi uma das abordagens da segunda palestra do Seminário, que aconteceu na manhã de hoje (07/11), dentro do tema “Rádioweb e Educação”, apresentado por Ismar Capistrano, doutorando em Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mediação do espaço ficou por conta da mestranda em História pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Amanda Sampaio.

Amanda destaca que é muito importante pensar o tema da palestra associado às causas da juventude, pois, quando há a oportunidade de acesso à internet, os jovens podem se empoderar das práticas comunicativas. “A web pode potencializar muito isso da educação, principalmente da educação descentralizada”, opina.

Para Ismar, a convergência digital tem possibilitado a valorização dos espaços comunicativos, que estão, cada vez mais, habitados pelos movimentos sociais e grupos educacionais. Desta forma, as novas tecnologias acabam promovendo a horizontalização da produção de conteúdos. “A partir da discussão coletiva, a partir das produções colaborativas, nós vamos nos apropriar e utilizar a tecnologia para que possamos promover a cidadania, a mobilização dos movimentos sociais, para que possamos promover esse encontro entre escola e comunicação”,  explica.

Ele ainda acrescenta que as experiências de radioweb fortalecem o poder de pressão dos setores sociais que muitas vezes não são atendidos pela políticas públicas. Além disso, a apropriação inventiva desses meios por jovens garantem a complementação da educação formal e o fortalecimento dos movimentos que levam à emancipação e à libertação sociais. “A principal vocação da rádio educativa é a possibilidade de você concientizar as pessoas, é a possibilidade de levar conhecimento sobre o exercício da cidadania, levar conhecimentos que possam ajudar na melhoria da qualidade de vida”, aponta Ismar.

Uma experiência uruguaiana

O relato de experiência desta manhã mostrou que essas possibilidades são reais. A El Chasque FM, projeto desenvolvido em Cerro Pelado, no Uruguai, é uma rádio comunitária que aborda os problemas específicos da comunidade através de um contato direto com seus ouvintes.

A Rádio também colabora com as entidades públicas e dá apoio e visibilidade as atividades que elas produzem, principalmente as escolas rurais. Ítalo Casto Leal, um dos participantes mais ativos do projeto, conta que os estudantes chegam sem experiência e vão promovendo o aprendizado por meio do trabalho coletivo. Ele observa que a partir dessas atividades, as crianças acabam adquirindo um sentimento de pertencimento e se identificando com o país onde vivem.

[WebTV] Diálogos e experiências com radionovela na Bolívia

Dentre as experiências apresentadas no I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo, estava a do programa Vozes Nuestras, representado por José Luis Aguirre Alvis e Johnny Anaya. O programa, trabalhando com uma metodologia educomunicativa, produziu uma radionovela sobre direito à comunicação, pluralismo e diversidade, cidadania e democracia. A radionovels congregou, nacionalmente, em sua primeira edição, 36 rádios na primeira versão e 25 na segunda, cada uma trabalhando com seus atores locais e desenvolvendo um conjunto de atividades de mobilização social.

Conheça um pouco melhor a experiência na entrevista que segue!


Entrevistados
José Luis Aguirre Alvis - Universid Católica Boliviana "San Plablo"
Johnny Anaya - PCI media impact





Leia também 
Radionovela boliviana discute o direito humano à comunicação, pluralismo e diversidade

Veja o que vai rolar na segunda tarde do I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo


Agora a tarde, o I Festival Latino-Americano de Formação em Rádio Educativo realiza uma roda de conversa sobre formação em rádio educativo. Os convidados da vez são Luisa Daniela Marelli, professora da rede pública argentina que desenvolve trabalhos com jovens na emissora comunitária Sur de Villa El Libertador, Daniela Vuirli, da emissora comunitária Nexo de Villa Allende, aonde trabalha com crianças de escolas públicas, Esperanza Arangure, professora da rede pública colombiana com 15 anos de experiência em rádio escolar e lidér e animadora da Rede de rádios escolares de uma localidade de Bogotá, Elodia, professora da rede pública do Brasil, Daniele Tomé e João Paulo Cavalcante, monitores de rádios escolares que fazem parte do curso de formação do Projeto Ondas Cidadãs, o mesmo que organiza este Seminário.

Sons que povoam a América: começa I Festival Latino-Americano de Rádios Educativo




Promovendo o intercâmbio entre as diversas práticas educomunicativas que povoam de sons a América Latina, professores, estudantes e pesquisadores se encontraram na tarde desta terça-feira (06/11) para dar início ao I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo. A abertura do evento foi marcada por uma roda de conversa sobre formas alternativas de produção radiofônica e intervenções sonoras.

O Festival recebeu, no primeiro momento, Márcio Beloc, que é membro da Asociación Cultural Radio Nikosia, colaborador do Coletivo de Rádio Potência Mental e pesquisador em saúde, arte e experiência urbana.

Márcio falou da experiência do Potência Mental, grupo formado por usuários da rede de saúde mental, estudantes e profissionais de psicologia, saúde e comunicação social de Porto Alegre (RS). Ele explica que o coletivo nasceu das experiências inspiradoras de duas outras rádios de caráter comunitário que também trabalham a saúde mental como tema, como a rádio La Colifata, de Buenos Aires, e a rádio Nikosia de Barcelona, experiências nas quais estão envolvidas tanto pessoas diagnosticadas quanto pessoas não diagnosticadas em saúde mental. “Muitas vezes, está colocado que tudo que essas pessoas produzem é loucura, mas essas experiências estão aí para dizer que a produção dessas pessoas é legítima e igual a qualquer outra”, afirma.

As participações seguintes foram de Gissela Maritza, da ONG Coordenação de Rádios Populares e Educativos do Equador (Corape), dos diretores do programa de rádio educativo “Voces Nuestras”, José Luis e Johnny Anaya, além de Miguel Ángel e Roberto Jordán, representantes da rádio “Adiwa Ketsuli Yaada” da comunidade indígena La Reforma, município de Atures, na Amazônia da Venezuela.

Cada participante contribuiu com relatos de suas vivências que, por meio do rádio educativo, atuam na produção de cidadania de acordo as especificidades sócio-políticas de cada região.

[RadioWeb] Entrevista com Àngela Sastre

A Cobertura Colaborativa entrevistou, na Rádio Ao Vivo, Àngela Sastre, da Colômbia. Ela faz uma leitura das experiências e os desafios da comunicação popular em seu país. Àngela fala ainda como a educação na Colômbia utiliza a comunicação para fortalecer esse processo. Àngela Sastre é integrante do grupo ComunicArte que atua nacionalmente na Colômbia. Confira!

Pesquisadores se reúnem para discutir criação de projeto sobre rádio educativo



Pesquisadores latino-americanos do rádio educativo se reuniram, na tarde desta terça (06/11), para discutir a criação de um projeto de pesquisa que possibilite o diálogo entre os estudos desenvolvidos sobre o tema.

O objetivo é criar um movimento interinstitucional de investigação, que articule os interesses das universidades a que estão vinculados os pesquisadores e, com isso, aproxime as experiências e conhecimentos produzidos. Para a efetiva implementação do projeto, foi ressaltada a necessidade de aprofundar os conceitos sobre rádio educativo e estabelecer uma definição mais precisa de como ele se configura. Avançar, portanto, a investigação acerca dos aspectos que fazem o rádio educativo para tornar melhor delimitado o objeto de pesquisa.

Os pesquisadores concordaram que é preciso estabelecer temáticas relacionadas ao rádio e à educação que o projeto tenha alinhamento com os estudos já realizados, permitindo a mútua contribuição entre as pesquisas e o desenvolvimento de novas linhas de investigação.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Som, voz e rádio-drama!


Dinâmica e agitada, a oficina de radio-drama teve início na tarde de hoje (06). Amanda Nogueira, facilitadora do espaço, é formada em jornalismo e artes cênicas, e tenta trazer um pouco de cada pra sua fala. 

Dinâmicas de aquecimento vocal e contação coletiva de histórias fizeram parte da metodologia da oficina. Durante o espaço, Amanda falou, também, sobre os elementos básicos do rádio - efeitos sonoros, música, voz, silêncio - e sobre a estrutura do radio drama.

Ao longo do processo, os participantes irão aprender técnicas de dramatização no rádio e terão a oportunidade de colocar seus conhecimentos em prática. A oficina, que acontece das 14:00 às 16:00 terá continuidade até esta quinta-feira (08), sempre no mesmo horário.

Oficinas abordam diversas propostas radiofônicas


As tardes do Seminário, na terça, quarta e quinta, oferecem, aos seus participantes, oficinas que apresentam a propostas radiofônicas em diversos matizes, como rádio drama, rádio conto, rádio revista e noticiário. O intuito das oficinas é apresentar as diversas possibilidades de se trabalhar com o rádio, apresentando teorias e técnicas de cada proposta.

No espaço sobre rádio conto, abordaram-se os sentidos dos efeitos sonoros, as trilhas sonoras, a música, o som da voz humana e o poder que o silêncio possui dentro do contexto radiofônico.

Já a oficina de noticiário foram apresentados diversos exemplos de notícia e o lead jornalístico, ou seja, a estrutura de uma notícia. Enquanto isso, participantes da de rádio revista discutiram exemplos de roteiro e atividades com diferentes temas.

Outra turma acompanhou a apresentação da estrutura básica do rádio-drama, produção de conteúdos que envolvem, construção grupal de roteiros e aquecimentos vocais.

Mesa-redonda debate os atuais desafios do uso da comunicação na educação


Pensar maneiras de tornar a escola um espaço comunicativo, de troca. Esta foi a proposta da primeira mesa-redonda do Seminário, que aconteceu hoje (06/11). Thaís Shwarzberg, representante do Ministério da Educação (MEC), Jamil Marques, professor da UFC, e Gabriel Kaplun, professor da Universidad de la Republica, do Uruguai, debateram o tema “Comunicação e políticas públicas: desafios atuais”.

Thaís Shwarzberg, da Diretoria de Currículos e Educação Integral do MEC, explicou, em sua fala, que, historicamente, a população brasileira foi marcada por uma cultura do silêncio. “Nós fomos podados de uma prática democrática e do diálogo por séculos e séculos”, disse, acrescentando que, para contribuir com a mudança de tal herança histórica, é que surgiu o Programa Mais Educação, do Governo Federal.

De acordo com a representante do Ministério, o programa Mais Educação é um indutor de políticas públicas que conta com dez macrocampos de atuação, incluindo o de comunicação e uso de mídias, no qual se insere, dentre outros, o rádio educativo. “Esse macrocampo é visto como um espaço para fomentar processos democráticos de comunicação dentro da escola, ampliando esses espaços e também a diversidade de atores que se envolvem no processo pedagógico na escola pública”, esclarece ela.

Para Thaís, o desafio do MEC é seguir capilarizando a proposta humana e afetiva de educação proposta pelo educador Paulo Freire, que defende a escola como um espaço de carinho e troca. Desta forma, a ideia é tranversalizar cada vez mais o potencial comunicativo como prática pedagógica. “A comunicação vai ser um instrumento indutor para fortalecer espaços de diálogo críticos que empoderem essas crianças (e jovens)”, observa. 

Atualmente, 32.070 escolas brasileiras participam do Mais Educação. No Ceará, são 2.787, das quais 704 estão inseridas no macrocampo comunicação e uso de mídias e 367 trabalham com rádio escolar.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC, Jamil Marques, trouxe ao debate, por sua vez, questões relacionadas à educação digital. “Como solucionar os problemas relacionados a essa cultura do silêncio, a uma educação exclusivista e à inexperiência democrática sem certas ferramentas presentes na contemporaneidade, como o acesso à internet?”, questionou. Por isso, ele destacou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que faz parte de uma série de tentativas de combate à exclusão digital, mas que ainda enfrenta interesses mercadológicos muito fortes.

Gabriel Kaplun, professor da Universidad de la Republica, do Uruguai, falou da importância do processo de democratização da comunicação para a promoção de políticas públicas de comunicação e também de como a comunicação pode atuar na promoção de outras políticas públicas. Segundo ele, estamos vivendo um esforço dos países da América Latina para a construção da cidadania, no entanto, os esforços de meios educativos ainda não tiveram resultados, têm ficado longe da audiência. “Quando, ao passar os canais na TV, chegamos a um canal educativo, sabemos que é o momento de trocar de canal, porque supomos que é algo cansativo. Os materiais educativos educam muito menos que os menos educativos”, disse.

Para ele, o discurso narrativo acaba tornando-se mais eficiente que o da didática. “A didática acaba matando a educação”, acredita o professor.  “Deve-se pensar em uma educação para os meios, criar espaços para fazer uma leitura crítica dos meios. Afinal, quando trabalhamos os meios, compreendemos os meios. E quando os jovens ficam mais críticos com os meios, eles ficam mais críticos com a escola”.
Kaplun, então, finaliza o debate ainda com provocações: “para que servem os meios? Para ter mais informação? Talvez. Mas informar não é comunicar. A sigla TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) também fala de comunicação. Como diz Paulo Freire, comunicação é um diálogo”.

[Entrevista] Angêla Sastre: "podemos nos comunicar, saber o que está acontecendo e depois nos ajudarmos"


Em que contexto social e geográfico estão inseridas as iniciativas de rádio promovidas nas zonas de conflito na Colômbia?
A Colômbia tem muitas regiões em conflito armado, como a Serra da Macarena. Lá é onde mais se produzia coca, desafortunando a gente que vivia ali, mas era um negócio muito lucrativo. As crianças [que trabalhavam raspando coca] usavam pulseiras, cordões de ouro e tinham muito dinheiro, mais do que seus pais. Elas chegaram a pensar que poderiam fazer o que quisessem, ter um uniforme, um fuzil. Não tinha autoridade, nem dos pais nem dos avós.

É neste cenário que aparece o rádio. Rádios em postes, com alto-falantes, mas existiam equipes de produção que contemplavam o que acontecia na comunidade. São regiões em condições que você nem imagina e a rádio ajudava a servi-los. O medo dos guerrilheiros existe, quase todos os dias havia um velório, era normal. Quando chega a rádio, as pessoas começam a falar o que necessitam, e necessitam de assistência médica, de um lugar para abastecer o mercado, de condições dignas. Mesmo assim, muita gente ainda não queria produzir por medo.

Qual seria o papel da rádio nas comunidades da Serra da Macarena e do Morro de Maria?

Demonstrar a realidade e, um pouco, também para pensar que podemos nos comunicar, saber o que está acontecendo e depois nos ajudarmos. E, também, contar o que acontece e do que necessitamos.

Quais os benefícios para os jovens quando participam do processo de produção da rádio?
O uso das tecnologias, manejar computadores, investigar sons, lhes fascina. À música, lhes encanta investigar. São benefícios que eles gostam de aprender aqui, porque eles têm que pesquisar músicas e efeitos sonoros. É um processo completo e muito divertido (risos).

Além disso, é um trabalho que tem muita personificação dramática, pois são crianças que podem ser recrutadas pelos grupos armados, então nós tínhamos que contar as histórias de como eles são recrutados e não sabíamos como fazer, porque as crianças são muito pequenas, têm seis, sete ou oito anos. Daí, dramatizamos as histórias para deixar mais divertido.

Qual o papel social da rádio educativa nas comunidades para inserir o jovem como produtor de comunicação? E qual a importância disso na construção de jovens conscientes da sua cidadania?
Penso que o tripé “pesquisa, comunicação e educação” é muito importante, porque estimula o pensamento crítico, analisa a sociedade, pergunta a si mesmo e aos demais. Em Bogotá que, como em Fortaleza, têm favelas, existem redes de rádio nos colégios, de informação permanente, inteligência crítica, audiência crítica. Algumas empresas financiam projetos [de rádio] feitos por alunos, e isso é muito bom. Eles ficam animados e encantados.

Radionovela boliviana discute o direito humano à comunicação, pluralismo e diversidade

Johnny Luis Anaya López, da Bolívia, trouxe as experiências com radionovela. O Programa Vozes Nossas que, trabalhando com a metodologia de educomunicação, produziu uma radionovela sobre direito a comunicação, pluralismo e diversidade, participação cidadã e democracia. As produções foram reunidos a nível nacional com 36 rádios (na sua primeira versão) e 25 rádios (nesta segunda versão),  cada uma das quais tem trabalhado com parceiros locais (municípios, associações de bairro etc.) desenvolvendo um conjunto de atividades de mobilização social.

Confira alguns trechos dessas produções!

"Contando Historias" para cambiar vidas
Las radios bolivianas, protagonistas del Programa Voces Nuestras

 

Confira a programação de hoje para o I Festival Latino-Americano de Rádio Educativo!



6 de novembro – 16h30

Roda de Conversa: Formas Alternativas de Produção Radiofônica e Intervenção Sonora
com Coletivo de Rádio Potência Mental (Brasil/RS)

- A abertura do Festival recebe o grupo gaúcho formado por usuários da rede de saúde mental, estudantes e profissionais de Psicologia, Saúde e Comunicação Social. A experiência foi inspirada nos trabalhos da Rádio La Colifata (Buenos Aires) e Nikosia (Barcelona), que também atuam com a perspectiva de intervenção sonora junto a pacientes com transtornos mentais.

6 de novembro – 17h15 - 18h30

Roda de Conversa: Rede de rádios e cidadania

- O segundo momento do primeiro dia de Festival, com participação de Gissela Maritza Davila Cobo, da ONG Coordinadora de Radios Populares e Educativas del Equador (CORAPE), do Equador, Johnny Luis Anaya López, do Programa Vozes Nuestras, da Bolívia, e Miguel Ángel González Silva e Roberto Jordán Chipiaje, da Comunidad indigena La Reforma, municipio Atures estado Amazonas, da Venezuela.

Ângela Sastre palestra no segundo dia de atividades



Na palestra que abriu o segundo dia do II Seminário Latino-Americano Rádio e Educação, nesta terça-feira (06/11), a jornalista e professora colombiana Ângela Sastre discutiu a temática Rádio Escola e Interação Comunitária no Contexto da Violência.

A palestrante relatou a experiência com o projeto de rádios-escola na região da Serra de Macarena, localidade dominada, desde a década de 1960, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). A partir desta problemática, comunicadores, jornalistas, educadores, psicólogos, cientistas e agente sociais fundaram a ONG ComunicArte, que atua no local.

 Ela apresentou as ações do grupo, que incluem conscientização sobre direitos humanos, incentivo aos jovens para que atuem como agentes de transformação social e integração entre professores e alunos. Apesar dos constantes relatos de sucesso, porém, a palestrante afirmou que o projeto enfrenta muitos problemas, como a falta de financiamento e as constantes acusações de ilegalidade da rádio em função da falta de concessão pública.

Contrapondo a isso, Ângela fez um balanço sobre a situação da região no início do projeto e como ela se encontra atualmente. De acordo com a pesquisadora, os habitantes estão bem mais cientes dos seus direitos e o envolvimento de jovens com ações ilícitas também diminuiu.

“Rádio é uma vivência, uma maneira de unir e resgatar valores, uma forma de permitir que os jovens e crianças também usem suas palavras”, finaliza Ângela.

Programa Juventude na Comunicação é tema do I Relato de Experiências



Na manhã desta terça-feira (6 de novembro), os participantes do II Seminário Latino-Americano de Radio e Educação puderam conferir o primeiro relato de experiências do evento. O programa de rádio “Juventude na Comunicação”, desenvolvido no município de Horizonte (CE) foi apresentado pelas professoras e coordenadoras do projeto, Virgínia Laura e Cícera Erlândia, e por alguns dos alunos participantes.

O Juventude na Comunicação surgiu dentro do Eu Sou Cidadão, o maior projeto de incentivo à leitura do Nordeste.  O programa de rádio, desenvolvido por alunos do ensino fundamental, ganhou espaço dentro das escolas da rede pública de Horizonte e, atualmente, é veiculado pela Rádio Horizonte FM duas vezes na semana, às terças e quintas. O projeto abrange 13 escolas do município, cada uma com a participação de quatro alunos e um professor orientador. 

A professora e uma das coordenadoras do programa, Virgínia Laura, afirma que é necessário trabalhar a comunicação dentro das escolas. “É importante para o desenvolvimento intelectual da criança, a liberdade de expressão e a desenvoltura deles de uma forma geral”, explica. 

Antes de começar a produzir os programas, alunos e professores receberam formações da ONG Fundação Casa Grande, de Nova Olinda (CE), para conhecer e manusear os equipamentos utilizados. Depois, a jornalista Ana Carolina Costa acompanhou a formação direcionada para o conteúdo que seria veiculado. “Desde então, acontecem formações periódicas para avaliar o andamento do projeto, discutir possíveis dificuldades e superá-las”, diz Virgínia.

Durante o relato, os estudantes puderam compartilhar suas experiências no contexto da rádio educativa dentro e fora das escolas. A aluna Brenna Kélly, de 14 anos, ressalta a importância desses projetos para o seu futuro e comenta como a participação no programa ajudou em seu desenvolvimento. “Antes eu era bem tímida, mas agora já fui até chamada para ser cerimonialista”, conta.
As atividades do II Seminário Latino-Americano de Rádio e Educação terão continuidade até quinta-feira, dia 8 de novembro. 

Conferência de abertura debate o panorama do rádio educativo na América Latina


“O rádio educativo é diferente, alternativo, não é comercial. Somos a voz dos que não tem voz”, destaca a coordenadora de formação e pesquisa da Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (ALER), Maria Cianci, ao definir o papel social do rádio educativo na América Latina durante a conferência de abertura do II Seminário Latino-Americano de Rádio e Educação. A conferência aconteceu na noite de ontem (05/11) e contou, ainda, com a participação de Alma Motoya, coordenadora da ONG colombiana ComunicArte, e mediação de Edgard Patrício, coordenador geral do Seminário.

Logo no inicio da conferência, Alma Montoya, que também é pesquisadora especialista em Comunicação e Gestão do Desenvolvimento Comunitário, fez algumas provocações com o intuito de lançar uma visão panorâmica do cenário latino-americano em rádio educativo: “Como está o rádio educativo no continente? O que representa o atual momento?”. Para a pesquisadora, o ideal seria, por exemplo, que todas as escolas tivessem experiências em rádio educativo. “Com essas experiências, as crianças crescem em sua autoestima e liberdade de expressão, e essa é a importância do rádio educativo num contexto escolar”, explica.

A ALER é uma associação de rádios populares que surgiu em 1972, a partir da associação de 18 rádios que vinham promovendo um processo de alfabetização a distância principalmente na zona rural. A Associação tem como objetivo a busca pela construção de sociedades mais justas e dignas.

Segundo María Cianci, a proposta destas rádios é manter a identidade das pessoas que as estão produzindo, usar as suas próprias falas, como uma conversa informal, sem seguir o modelo convencional dos programas de rádio comerciais. Além de privilegiar a voz do povo, os veículos fortalecem também a organização social e política, buscando transformar a estrutura de seus países.

Palestra discute rádios escolares em zonas de conflito




A primeira atividade da manhã desta terça-feira, segundo dia de Seminário, é a palestra da colombiana Ângela Sastre. Discutindo, a partir da experiência concreta, a temática Rádio Escola e Interação Comunitária no Contexto da Violência, ela conta a experiência das rádios escolares em zonas de conflito entre o governo e a guerrilha na Colômbia.

Ela conta que, na região da Serra de Macarena, na Amazônia Colombiana, as crianças trabalhavam raspando coca e ganhavam mais dinheiro que seus pais e avós com apenas oito anos. A rádio, então, funcionava como ligação entre as regiões que eram abandonadas pelo governo colombiano. Depois que o Estado entrou nessas zonas, o dinheiro se foi, criando uma situação contraditória de miséria.

Acompanhe mais em: http://www.surfbyte.com.br/jv/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

II Seminário Latino-Americano de Rádio e Educação: um grande intercâmbio de ideias

Começou hoje (05/11) às 15h, o II Seminário Latino-Americano Rádio e Educação. O evento, que é uma realização da ONG Catavento Comunicação e Educação em parceria com o Programa de Extensão em Comunicação e Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), tem como objetivo debater o panorama do rádio educativo na América Latina. A programação traz uma série de palestras, mesas-redondas e relatos de experiência em torno do que ocorre nos países da América Latina em termos de produções de vivências que envolvem rádio, educação e juventude. Também faz parte da programação do evento o I Festival Latino-americano de Rádios Escolares, um espaço cujo objetivo é mostrar as produções radiofônicas que vêm sendo elaboradas no contexto escolar e fomentar a produção colaborativa. O Seminário conta também com apresentação de artigos científicos, atividade coordenada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC (PPGCOM-UFC).

De acordo com Marilac de Souza, coordenadora pedagógica da ONG Catavento Comunicação e Educação, a importância de se ter um evento como o II Seminário Latino Americano de Rádio e Educação é o compartilhamento de experiências, conhecer projetos e ver que também existem projetos semelhantes em outros países. “Eu espero que os participantes mostrem as experiências que estão trazendo dos outros países e que as pessoas daqui também mostrem o que elas já fazem pra gente conhecer as várias vertentes que o rádio educativo pode proporcionar para a educação”

Já para o coordenador executivo da Associação Brasileira de Rádiodifusão Comunitária no Ceará (ABRAÇO-CE), os temas debatidos nas palestras e mesas redondas do seminário são interessantes, pois têm como foco articular o papel social do rádio na educação, e vai ao encontro à questão da democratização da comunicação. Ismar destaca ainda que entender as dificuldades do papel social do rádio é uma luta de toda América Latina. “O seminário é um momento de troca de idéias em que nós podemos não só conhecer um pouco das nossas dificuldades, das nossas conquistas à nível de Brasil, mas também à nível de vários outros países da América latina” explica.

O II Seminário Latino-americano de Rádio e Educação vai até quinta-feira (08/11) e acontece na Faculdade de Economia, Administração, Atuárias e Contabilidade de UFC (FEAAC-UFC), Rua Marechal Deodoro, 400. Confira programação completa em seminarioradioeducacao.org.br

Marco Regulatorio de la Radiodifusion sonora en America Latina

Confira a contribuição do Grupo Comunicarte,  da Colombia, na Mesa Redonda 'Marco Regulatório na América Latina'.


Hoy 5 de noviembre de 2012 nos dimos cita en el auditorio de la Universidad Federal de Ceara en el Estado de Fortaleza en el II Seminario de Comunicación y educación, que congrega experiencias de America Latina en radios comunitarias, públicas y educativas y de equipos de producción radial.  El objetivo es reflexionar para unificar fuerzas, pensamientos y propuestas por una radio que se piense desde y para las niñas, niños y jóvenes del Continente.

El encuentro dió apertura con la exposición de la regulación  de la radiodifusión sonora y el uso del espectro radioeléctrico en países de America Latina; por Bolivia intervino Jose Aguirre, Martin MArtinez de Uruguay, Dario Moreno de Venezuela, Alma Montoya por Colombia, Gissela Davila por Ecuador, Ismar Capistrano por Brasil y Argentina cerro con Judith Gerbaldo.   A manera de sistensis America latina trae un camino de construccion permanente y resignificacion de la reglamentacion de la radio desde la segunda mitad del siglo XXI.  Hoy estos paises viven transformaciones profundas que buscan  no solo desde el espectro radiofonico  y sus contenidos, visibilizar desde sus mismas cartas constitucionales todos los sectores y actores sociales como plataforma de empoderamiento de la palabra y de las acciones por una America incluyente, diversa y posible desde todas las miradas y los sentires en sus territorios y particularidades.   

Colombia y los procesos de radios Educativas ~ALMA MONTOYA (Grupo COMUNICARTE)

Colombia tiene 1170 Municipio y cada uno tiene derecho a contar con una emisora comunitaria.  Sin embargo en la realidad solo 680 estan en funcionamiento.  En el caso de las ciudadades capitales el Estado autoriza en la ley de radiodifusion sonora comunitaria  una emisora por cada 800 mil habitantes.  Por ejemplo en el caso de la capital, Bogota cuenta con siete emisoras.  La posibilidad real de emisoras en Colombia supera las 3.000 entre emisoras comunitarias de interes publico y comerciales.

Para el caso de las radios Étnicas, estan dentro de la categoria de radios de interes publicas.  Para las etnicas hay reservado por ley 200 frecuencias (indigenas, afrodescientes, pueblo room y raizales ) Pero quienes en realidad se han visto beneficiados son los monopolios lo tienen la policiia y el Ejercito.

Paralelo a este proceso de radiodifusion comunitaria, se construyen las radios educativas, y especificamente las radios escolares, entendidas como (radios on line alojadas en paginas libres, circuitos cerrados de audio, sistemas de amplificacion portatil, centros de produccion e informacion y tambien con el uso de dispositivos movile) En el MInisterio de educacion estan registradas 4700 emisoras escolares.  

En el II seminario de Comunicacion y Educacion Colombia compartira con la hermana nacion de Brasil en Fortaleza, experienicias de radio escolar:

Colegio Alvernia trae producciones de su emisora Escolar La Tau  y proyecto de cortometrajes  www.;wix.emisoralatau/tau
Colegio Distrital La Amistad  con producciones de la Emisora Escolar L.A.8 ~Juventud Positiva
Colegio Distrital Antonio Nariño con producciones de la Emisora Escolar Cedanjmt ~Bajo Cero
Universidad de Cundinamarca ~ Radio Escolar en contextos de violencia (zonas de conflicto armado)
Grupo COMUNICARTE ~Julio Cesar Reyes como productor digital en intercambio de experiencia en Pasantia en la Universidad de Ceara ~CATAVENTO.org

Para mayor informacion del proceso puede consultar www.grupocomunicarte.org.



PERFIL - Gabriel Kaplun

Gabriel Kaplun (Universidad de la República – URUGUAI)


É educador e já trabalhou em diversas organizações não-governamentais de promoção social e educação popular. Atualmente, o pesquisador ministra aulas na Universidade da República do Uruguai e em várias outras universidades latino-americanas. Possui doutorado em Estudos Culturais Latino Americanos na Universidad Andina Simón Bolivar e diretor de Ciências da Comunicação na Universidad de La República.

PERFIL - Klycia Fontenele

Klycia Fontenele (Faculdades Cearenses –FaC/ BRASIL)

É especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem, pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Jornalista, com bacharelado também pela UFC, onde atuou, ainda, como professora substituta. Atua na assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), de Fortaleza; professora da FAC (Faculdade Cearense) e tutora do curso de pós-graduação em Comunicação Social à distância. Estudante de especialização em Jornalismo Político, pela Universidade Gama Filho Posead. Foi responsável, por três anos, pela produção e edição da revista Agrofloresta, da Fundação Cultural Educacional Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema). É ainda associada da ONG Catavento Comunicação e Educação e membro da Associação de Proteção à Vida.

Inscrições para as oficinas serão feitas durante o credenciamento

Os interessados em participar das oficinas de rádio-revista, rádio-conto, noticiário, disco-fórum e radiodrama, que acontecerão durante o II Seminário Latino-americano Rádio e Educação, podem se inscrever durante o credenciamento.

As oficinas acontecem nos dias 06, 07 e 08, das 14h às 16h, na Faculdade de Economia, Administração,

Atuária e Contabilidade (FEAAC). Apenas a oficina de noticiário acontecerá em horário diferenciado: no dia 06, das 14h às 18h e no dia 7, das 14h às 16h. Não haverá oficina de noticiário no dia 08.

O credenciamento começa hoje (05) nos turnos manhã e tarde. Serão disponibilizadas 25 vagas para cada oficina e as inscrições acontecerão pela ordem de chegada.


+ PROGRAMAÇÃO

Marco Regulatório da Comunicação na América Latina é tema da Mesa de Abertura

Na segunda (05), às 15h, antes da Conferência de abertura, acontece a Mesa redonda Marco Regulatório da Comunicação na América Latina. Os participantes da mesa vão discutir as legislações sobre comunicação e seus contextos de implementação em diversos países da América Latina, tendo como princípio a comunicação como um direito humano.

Dia 5/11 - 15 às 17h
Local: Auditório principal da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade (FEAAC).
Coordenação: Judith Gerbaldo (Argentina)

Participantes:
Judith Gerbaldo - Argentina
Alma Montoya - Colômbia
Ismar Capistrano - Brasil
Gissela Davila - Equador
José Aguirre - Bolívia

domingo, 4 de novembro de 2012

Boas-vindas ao II Seminário Latino-americano Rádio e Educação


Comecem os exercícios de aquecimento vocal. Sistematizem suas vivências e pesquisas. Todos os saberes estão convidados, todas as sintonias são bem-vindas. O Programa de Extensão Comunicação e Políticas Públicas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a ONG Catavento Comunicação e Educação, com o financiamento do Ministério da Educação (MEC), realizará o II Seminário Latino-Americano Rádio e Educação.Ele ocorrerá no período de 05 a 08 de novembro de 2012 em Fortaleza- CE.

A Fortaleza do Sol será palco de novas ondas que propagarão discussões, pautadas pelo que ocorre nos países da América Latina, e produções de vivências que envolvem rádio, educação e juventude. A programação, também, conta com o I Festival Latino-Americano de Rádios Escolares que tem como objetivo mostrar as produções radiofônicas que vêm sendo elaboradas a partir dessas vivências e fomentar a produção colaborativa. Além de palestras, mesas redondas e relatos de experiências, acontecem ainda apresentações de artigos científicos, a atividade será coordenada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC (PPGCOM-UFC).

O II Seminário Rádio e Educação é uma iniciativa de sensibilização dos gestores públicos acerca da importância de fomentar políticas públicas visando à inserção da comunicação nos ambientes educativos. Sintonize, propague, produza ondas de cidadania nos caminhos que nos levam aos saberes e suas sintonias.

 + PROGRAMAÇÃO